Maria Ninguém

     

Quinta-feira, Agosto 14, 2008

 
Novo blog!

www.dolugarqueestou.blogspot.com

Domingo, Julho 20, 2008

 
Gosto de te ver ao sol, Leãozinho
de te ver entrar no mar
tua pele tua luz tua juba...

Quarta-feira, Junho 25, 2008

 

O Tamanho das Pessoas...

Os Tamanhos variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para ti, quando fala do que leu e viveu, quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e sorri .
É pequena para ti quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o carinho, o respeito, o zelo e até mesmo o amor
Uma pessoa é gigante para ti quando se interessa pela tua vida, quando procura alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto contigo. E pequena quando se desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos da moda.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de acções e reacções, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade, sem tamanho...

William Shakespeare

Quinta-feira, Abril 03, 2008

 
Paciência para ver a tarde cair.
Paciência para degustar um cálice de vinho.
Paciência para a música e para os livros.
Paciência para escutar um amigo.
Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Pra enrolação, um atalho.
O maior possível!


Martha Medeiros



Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008

 

"Faça acontecer... Esse tem sido sempre meu tema favorito.
Fazer o máximo a partir daquilo que você tem".


B. F. Skinner


(Um breve abandono, certo? até a volta!)


Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

 

Aos recessos, às poucas manifestações e aos doentes do excesso de razão:


Nunca é demais
agora é mais que improvável
Posto que a pior verdade
é a única
que posso te oferecer
sem você
que foi de mim:

Não é a propriedade do erro
tampouco nossa falta de zelo
de todas as explicações,
te ofereço a mais crua:

Descompassamo-nos.

Juntos, ganharíamos o mundo
a parte, tornamo-nos maior que nós mesmos
(Onde o nós é pouco e de pouco nada se alimenta)


Adeus.


C. Pompeu


Sábado, Dezembro 29, 2007

 

[Quem ama faz o impossível, quem gosta faz o que pode]

Saudade.

ღ19.05.1973_________________†29.12.2005

Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

 

NÃO: NÃO quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) -
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-a!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?


Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul - o mesmo da minha infância -
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!


[Lisbon Revisited - F.P. (Poesias, p. 61)]






Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

 

Feliz Natal!



Terça-feira, Dezembro 04, 2007

 

Não sei quantas almas tenho


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo, 
Torno-me eles e não eu. 
Cada meu sonho ou desejo 
É do que nasce e não meu. 
Sou minha própria paisagem; 
Assisto à minha passagem, 
Diverso, móbil e só, 
Não sei sentir-me onde estou.\
Por isso, alheio, vou lendo 
Como páginas, meu ser. 
O que segue não prevendo, 
O que passou a esquecer. 
Noto à margem do que li

O que julguei que senti. 
Releio e digo : "Fui eu?" 
Deus sabe, porque o escreveu. 


F. Pessoa

Oferecei bosques, várzeas e campos à menina selvagem: Ela veio atrás das libélulas.

Archives

This page is powered by Blogger. Isn't yours?